Por: Dra. Fabiana
O Doppler Venoso (ou Duplex Scan) é, hoje, a “extensão dos olhos” do especialista. Sem ele, estaríamos apenas “chutando” o que acontece por baixo da sua pele. Diferente de um ultrassom comum, que apenas vê a forma dos órgãos, o Doppler é um exame dinâmico. Ele utiliza ondas sonoras para avaliar não só a anatomia das veias, mas principalmente o fluxo do sangue. Imagine que suas veias são estradas. O ultrassom vê se a estrada está pavimentada; o Doppler vê se o trânsito está fluindo no sentido correto (fluxo), se há um engarrafamento (trombose) ou se os carros estão voltando na contramão (refluxo).
Existem alguns pilares fundamentais onde o Doppler é indispensável:
- Diagnóstico de trombose venosa profunda (TVP): este é o uso mais crítico. Se uma veia entope por um coágulo, o sangue para de circular. O Doppler nos permite localizar o trombo com precisão, avaliar o risco de ele se desprender e iniciar o tratamento imediatamente para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar.
- Mapeamento de varizes: operar varizes sem um Doppler prévio é como viajar sem GPS. O exame nos mostra se a veia safena está saudável ou se precisa ser tratada (ou removida) ou outros possíveis pontos de refluxo que podem estar nutrindo as varizes.
Como o exame é realizado?
Fique tranquilo: o exame é indolor, não utiliza radiação e não requer contraste. Geralmente é feito com o paciente em pé (para simular a gravidade) ou deitado. Aplicamos um gel gelado e deslizamos o aparelho de ultrassom pela perna ou pelo braço para realizar a avaliação da circulação.
Por que o(a) Cirurgião(ã) Vascular deve solicitar esse exame?
Muitas vezes, as varizes que você vê na superfície são apenas a “ponta do iceberg”. O problema real pode estar em uma veia profunda que parece normal a olho nu. O Doppler traz segurança para o paciente e precisão para o médico, garantindo que o tratamento (seja laser, espuma ou cirurgia) seja eficaz e seguro.





